5 anos depois...
Embora seja cada vez mais raro publicar textos neste espaço, podem sempre contar com novos posts, mesmo que haja meses e meses de inactividade entre eles.
E que venham mais 5 anos (ou seja, entre 6 e 8 novos posts).
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João Mateus
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Etiquetas: Aniversário, Game Victim
Se tivermos apenas em consideração a actual geração, também a criadora do walkman desfruta da maior fatia de mercado, tanto nas domésticas, com a PS3, como nas portáteis, com a PSP.

Embora a Nintendo tenha conseguido melhorar a sua presença em terras lusas nos últimos anos (ao abrir uma sede em Lisboa e apostando numa campanha de marketing mais agressiva) e as vendas da Xbox 360 crescido 51% em 2009 (segundo dados do mesmo artigo do "i"), a marca PlayStation continua imbatível em Portugal, com mais de 60% de mercado, um caso único no mundo.
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João Mateus
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João Mateus
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Etiquetas: Batman: Arkham Asylum, Borderlands, GOTY 09, Machinarium

Título: Rhythm Tengoku Gold (JP) / Rhythm Heaven (US) / Rhythm Paradise (EUR)
Lançamento: 31/07/08 (JP) / 01/05/09 (EUR)
Consola: Nintendo DS
Género: Musical/Mini-jogos
Produtora: Nintendo/Tsunku/TNX
Editora: Nintendo
Embora a série Rhythm Paradise seja uma debutante no Ocidente, no Japão não é nenhuma novidade. A série estreou-se no GBA, em 2006, mas nunca chegou a abandonar da Terra do Sol Nascente. O ano passado, Rhythm Paradise ingressou na portátil de dois ecrãs e tornou-se inclusive o sexto videojogo mais vendido no Japão em 2008. Agora, chega a vez de os Ocidentais desfrutarem desta estouvada, mas divertida, obra da Nintendo.
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João Mateus
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Etiquetas: Análise, Música, Nintendo DS, Rhythm Paradise
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João Mateus
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Desde os primórdios da história dos videojogos até à presente geração que temos assistido a uma constante evolução nas consolas, principalmente em três aspectos: gráficos, poder de processamento e comandos. De geração para geração há um pulo gigantesco no que toca à qualidade das texturas, à quantidade de objectos e ao número de botões presentes nos dispositivos de controlo. Basta comparar, por exemplo, a NES (’83, Japão) com a Xbox 360 (2005). Em apenas 22 anos, passámos de pixéis gigantescos para texturas em alta-definição, de simples “bleeps” e “bloops” para música orquestrada de elevada qualidade, de uma mão-cheia de personagens no ecrã para uma invasão gigantesca de zombies, de apenas 2 botões de acção, um d-pad, Start e Select para 4 botões de acção, 2 botões laterais, 2 triggers, 2 analógicos, um d-pad, Start, Back, Guide Button e 2 bumpers (yikes!...). Esta quantidade absurda de botões (que foram aumentando, continuamente, ao longo dos anos) acabou por provocar consequências indesejáveis, como o afastamento de muitos casual-gamers, como são vulgarmente chamados.
É impressionante quanto a indústria evoluiu em apenas 22 anos. No entanto, embora esta evolução tenha as suas óbvias vantagens, também tem muitos senãos (tendo já referido um deles anteriormente).
Vejamos o custo de desenvolvimento de um jogo, que nos dias que correm consegue competir com alguns blockbusters de Hollywood. Esta ordem de valores tem como consequência uma das piores pragas que abala o entretenimento interactivo: a carência de originalidade.
Grande parte das produtoras de agora decide jogar pelo seguro, e investir em franchises que tenham êxito garantido, como é o caso da Activision Blizzard. A EA, embora ainda continue com as suas iterações desportivas a cada 12 meses, tem mostrado que não tem medo de arriscar. Dead Space, Mirror’s Edge, Spore e Boom Blox são alguns dos IPs novos que a empresa liderada por Riccitiello introduziu no mercado durante o ano transacto.
Todavia, embora grande parte dos colossos da indústria continuem a não inovar, outros seguem outro caminho. É o caso da Nintendo e das suas consolas. A Wii foi a primeira consola da gigante de Quioto que não seguiu de perto o salto dado, em termos tecnológicos, pelas concorrentes directas. Decidiu, pelo contrário, apostar numa jogabilidade diferente e, espantosamente, reduzir o número de botões no comando, de forma a atrair novos jogadores. E, para além disto, lança uma panóplia de jogos que apela a todo o tipo de jogadores, como Wii Fit e Wii Play.
Contudo, desenganem-se se pensam que a Big-N é a única hardware-house a “jogar” diferente. Também temos a Sony, com Little Big Planet, e a Microsoft, com o Lips e You’re in the Movies, que embora sejam copycats, não deixam de ser apostas algo arriscadas. Sem dúvida que o trabalho desenvolvido por estas duas não é tão impressionante como o da Nintendo, mas mesmo assim é de louvar.
Os grandes guerreiros da originalidade são, sem qualquer dúvida, os indies ou, por outras palavras, os pequenos grandes peixes. Só neste último ano tivemos World of Goo, Braid, PixelJunk Eden, Audiosurf, Castle Crashers, Everyday Shooter, entre outros. Todos estes títulos apresentam ideias frescas (uns mais que outros) que só são possíveis devido ao talento único dos produtores independentes, sem qualquer publisher por trás a pressionar ou a tentar tornar o título mais comercial.
É realmente extraordinário que esta geração (e mais propriamente o ano de 2008) não seguiu o mesmo rumo das passadas. A Wii e a DS não seguiram as pisadas das adversárias, apostando na originalidade em deterioramento do poderio gráfico e criando controlos acessíveis a qualquer pessoa, e, mais do que nunca, os indie games têm a atenção que merecem, captando a atenção inclusive dos mainstream media.
Este tipo de jogos e a atenção que recebem só é possível nos dias que correm. Os vários serviços (XBLA, WiiWare, PSN Store, Steam e iPhone App Store ) cumprem a sua função de incentivarem os mais pequenos peixes a dar a conhecer a suas belas e criativas obras a um mais vasto público, ao invés de as confinarem ao estatuto de freeware numa Internet gigantesca, e, assim, coloca-nos – nós, os jogadores - numa verdadeira Geração do Espírito Indie, uma geração onde se prima pela originalidade e a individualidade dos videojogos. Uma geração onde todos, tanto os pequenos como os grandes produtores, começam a apostar em ideias arrojadas. Uma geração como nenhuma outra.
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João Mateus
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19:48
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Etiquetas: Artigo, Indie, Pensamentos Soltos